quarta-feira, 20 de agosto de 2008

SPED e Escritórios Contábeis

“No seu Blog tem algum artigo sobre o custo de implantação para escritórios contábeis?
Uma coisa que não entendi bem, o SPED vai funcionar sem o uso da NFe, ou uma empresa que não usar a NFe não tem como usar o SPED?”


Essa foi mais uma pergunta de uma leitora que me enviou por e-mail.

O SPED, Sistema Público de Escrituração Digital é composto por três elementos básicos: Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), que substitui as notas fiscais mercantis (modelos 1 e 1A); Escrituração Contábil Digital (ECD), que é a entrega de livros contábeis em meio eletrônico; e a Escrituração Fiscal Digital (EFD), que é a entrega de livros fiscais em meio eletrônico.

Os cronogramas de obrigatoriedade da NF-e, ECD e EFD são independentes. A NF-e está seguindo a obrigatoriedade por ramos de atividade. A ECD por enquadramento tributário e a EFD, em princípio, abrangeria todos contribuintes de ICMS e IPI. Contudo dia 14 de agosto, o CONFAZ determinou que tal obrigação vale apenas para as empresas nominalmente citadas no Protocolo ICMS 76. Acredito que isso é apenas uma forma mais suave de introdução da EFD no mundo empresarial.

Além dos três pilares do SPED, há outros projetos como:

a) NFS-e: Nota Fiscal Eletrônica de Serviços que depende de regulamentação municipal;
b) CT-e: Conhecimento de Transporte Eletrônico que já está em fase avançada de projeto piloto.
c) e-LALUR
d) e-Folha
e) Livros de PIS/COFINS

Portanto, não há correlação de obrigatoriedade entre os componentes do SPED. Contudo, há uma clara convergência de informações entre os projetos, de forma que, o fisco terá as informações integradas sobre as operações empresariais de toda cadeia produtiva, criando o que eu, e o Pedro Fabri da Flaumar, chamamos de Big Brother Fiscal. Fica aqui registrada a homenagem ao grande Pedrão que também é um evangelizador das boas práticas contábeis para combater no Big Brother Fiscal.

NF-e e escritórios contábeis.

A NF-e pode ser escriturada de duas formas: através da DANFE ou através da própria NF-e. O contribuinte, ou seu escritório contábil só poderá escriturar a DANFE após conferi-la no site da SEFAZ ou RFB. Nesse caso, o custo da escrituração aumento pois há mais uma atividade a ser executada.

Contudo, se o contribuinte, ou seu contador terceirizado, receber o arquivo da NF-e e seu sistema de escrituração fiscal estiver preparado para receber a NF-e, o custo do processo cairá drasticamente. Considerando que o sistema fiscal da empresa irá “ler” o arquivo da NF-e e validá-lo sem intervenção humana.

Portanto, o escritório contábil, que não é emissor de NF mercantil não terá custo algum com a adoção de NF-e por seus clientes. Pelo contrário, se ele tiver um bom sistema de informação, ganhará produtividade operacional e poderá realizar as atividades primeiras de um contador: planejamento tributário, auditoria e contabilidade gerencial. Além de prestar serviços de consultoria na seleção e implantação de sistema compatíveis com o SPED.

Por outro lado, quando o município de base do escritório contábil determinar a obrigatoriedade de emissão de NFS-e para esse ramo de atividade, os contadores que emitem nota fiscal de serviços terão que se adequar a essa nova forma de faturamento.

Desafios do SPED


Um leitor me enviou um e-mail com a seguinte pergunta:

"Estive lendo o seu blog e gostaria de um parecer teu com relação ao SPED fiscal/contábil. Você acredita que com todas as informações que o governo terá nas mãos e a fome exagerada para arrecadar dinheiro do contribuinte, isso vai tornar ainda mais dificil a vida das pequenas empresas? Digo daqueles pequenos empresarios mesmo."


Na minha percepção, e o SPED realmente já é um desafio para empresas de todos os portes.

Dificilmente uma empresa sobreviverá sem bons sistemas de informação, sem planejamento tributário e indicadores de desempenho.

Mas o mais importate, na minha opinião, é a qualidade das pessoas que trabalham nas empresas. Esse é um desafio empresarial e nacional, uma vez que temos um nível muito baixo em nosso ensino.

Para empresas que asnegam e fraudam por vocação, e não pretendem mudar, prevejo um futuro turbulento.

Mas o que fazer para conter a gana tributária de nosso país? Precisamos votar bem e pressionar os políticos em todos os níveis: municipal, estadual e federal no sentido de reduzirem o gasto público. Não dá para reduzir carga tributária com a cultura da gastança e do desperdício.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

EFD - Obrigatoriedade para janeiro de 2009



O Conselho Nacional de Política Fazendária - CONFAZ - determinou, através do Protocolo ICMS 76, a obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital (SPED Fiscal) para apenas algumas empresas nominalmente citadas no ato. Essa foi uma prova de bom senso das autoridades fiscais, considerando que a entrega da EFD pelo contribuinte é muito mais que uma simples entrega de arquivos. É uma mudança total de paradigmas fiscais e gerenciais.

Para as empresas, um alívio, mesmo que temporário.

Como a lista de empresas nos anexos é grande, não foi possível publicá-la no blog.

"PROTOCOLO ICMS 76, DE 14 DE AGOSTO DE 2008
Estabelece obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital - EFD para os contribuintes
mencionados.

A Secretaria da Receita Federal do Brasil e as Secretarias de Fazenda, Receita, Finanças ou Tributação dos Estados de Alagoas, Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins, neste ato, representados pelos seus titulares, considerando o disposto nos arts. 102 e 199 do Código Tributário Nacional - Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966, e no § 1º da Cláusula Terceira do Convênio ICMS nº 143, de 15 de dezembro de 2006, resolvem celebrar o seguinte

P R O TO C O L O
Cláusula primeira Acordam os Estados e a Secretaria da Receita Federal do Brasil em estabelecer a obrigatoriedade da Escrituração Fiscal Digital - EFD, prevista no Convênio ICMS nº 143/06 a partir de 01 de janeiro de 2009, para os contribuintes relacionados nos seguintes anexos:

1.Anexo I - Estado do Alagoas;
2.Anexo II - Estado do Amazonas;
3.Anexo III - Estado da Bahia;
4.Anexo IV - Estado do Ceará;
5.Anexo V - Estado de Minas Gerais;
6.Anexo VI - Estado do Mato Grosso;
7.Anexo VII - Estado do Mato Grosso do Sul;
8.Anexo VIII - Estado do Paraná;
9.Anexo IX - Estado da Paraíba;
10.Anexo X - Estado do Piauí;
11.Anexo XI - Estado do Rio de Janeiro;
12.Anexo XII - Estado de Rondônia;
13.Anexo XIII - Estado de Santa Catarina;
14.Anexo XIV - Estado de Sergipe;
15.Anexo XV - Estado de Tocantins
16.Anexo XVI - Estado do Pará.

Cláusula segunda Fica facultado ao contribuinte não mencionado o direito de optar pela Escrituração Fiscal Digital, de forma irretratável, devendo requerer à Secretaria de Fazenda, Receita, Finanças ou Tributação o seu credenciamento, de acordo com a forma estabelecida por cada UF.

Cláusula terceira Os contribuintes não relacionados neste protocolo estão dispensados da obrigatoriedade contida no Convênio ICMS nº 143/06.

Parágrafo único. A dispensa poderá ser revogada e o perfil poderá ser alterado a qualquer tempo
por ato das Secretarias signatárias deste protocolo.

Cláusula quarta Este protocolo entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da
União."

domingo, 17 de agosto de 2008

Clonagem da DANFE


Há alguns que não estão acreditando na eficiência do fisco digital. A detecção de fraudes aos sistemas do SPED é mais rápida e eficiente. Além disso, cada caso alimenta a "inteligência fiscal digital" facilitando ainda mais a fiscalização de novas tentativas de fraude.



"Sefaz deflagra 'Operação Saturação' no segmento de combustível
Redação 24HorasNews
16/08/2008 - 13h54

Indícios da prática de evasão fiscal no segmento de combustíveis levaram a Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz/MT), em conjunto com a Delegacia Fazendária e a Polícia Militar, a deflagrar a 'Operação Saturação'. A ação, em andamento e com tempo indeterminado de término, visa a coibir a prática de crime contra a ordem tributária, especialmente no segmento de combustíveis, cuja arrecadação corresponde, em média, a 25% da receita total do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) no Estado.

A operação está sendo realizada no posto fiscal Flávio Gomes, em Cuiabá, e nas proximidades dos outros 15 postos de fronteira com os Estados de Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Goiás e Amazonas. Nos caminhões-tanque, são verificados a autenticidade das notas fiscais, a procedência e o destino do combustível, para constatar se a movimentação está sendo realizada entre agentes econômicos autorizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) ou para grandes consumidores e qual o volume da compra.

A ação será estendida às 32 distribuidoras de combustíveis e 11 usinas de álcool instaladas no Estado. 'Os bons pagadores estão quebrando em detrimento dos sonegadores. Estamos disciplinando os setores e a conduta fiscal em Mato Grosso. Quem estiver irregular, perderá a inscrição estadual', enfatiza o secretário de Fazenda, Éder Moraes.

Ele ressalta que a 'Operação Saturação' foi motivada pelo fato de a evolução do consumo mato-grossense de combustível não estar refletindo na arrecadação do ICMS. Em 2007, por exemplo, a arrecadação nominal do ICMS junto ao segmento de combustíveis atingiu R$ 886 milhões, enquanto o potencial era de R$ 905 milhões. De janeiro a junho de 2008, a receita nominal foi de R$ 468 milhões, enquanto o potencial para o período era de R$ 482 milhões.

Segundo ele, também motivou a realização da operação a suspeita de uma nova fraude fiscal: a clonagem do Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica (Danfe), utilizado para acompanhar o trânsito da mercadoria na forma de uma representação gráfica simplificada da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Um caso concreto foi detectado semana passada, pelos sistemas de controle da Sefaz, quando uma empresa distribuidora transportava o produto de Goiás para Mato Grosso.

A fraude funciona assim: o contribuinte utiliza o número da NF-e e do Danfe para criar vários Documentos Auxiliares paralelos com a mesma numeração. Como há controle de entrada nos Estados, então, o Danfe clonado é utilizado em outra unidade da federação. 'Por exemplo, um Danfe original, de uma operação de Goiás-São Paulo, passa a ser utilizado para uma operação Mato Grosso do Sul-Mato Grosso. O registro da operação Goiás-São Paulo está no sistema destes dois Estados, mas, supostamente, a operação não é cruzada com as entradas de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, controladas por sistemas diferentes', explica o secretário Éder Moraes.

Além disso, dois ou mais veículos entram simultaneamente nos postos fiscais interestaduais com o mesmo Danfe. 'Entram pelo Alto Araguaia e pelo Rio Correntes com o mesmo Danfe', observa o titular da Sefaz. A Delegacia Fazendária investiga o caso concreto detectado pelos sistemas de controle da Secretaria de Fazenda.

APOIO

Por conta da detecção dessa fraude, o Governo do Estado, por meio da Sefaz, conclamou os Governos dos Estados de Goiás, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Pará, Tocantins, São Paulo e Amazonas, mais o Distrito Federal, a atuar conjuntamente, por pelo menos 30 dias, no combate a essa prática e outras no ramo de combustível. Participam da 'Operação Saturação' 27 fiscais e agentes de Tributos Estaduais e 25 policiais, entre civis e militares. A ação está sendo coordenada pelas Superintendências de Fiscalização (Sufis) e de Execução Desconcentrada (Sued) da Sefaz."

sábado, 16 de agosto de 2008

Lançamento do livro de Nivaldo Cleto


O amigo Nivaldo está lançando seu livro dia 19 de agosto em São Paulo na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Abaixo a sinopse do livro.

"A revolução tecnológica que eclodiu com o terceiro milênio desafia a mais fértil imaginação. Do mais banal aspecto do nosso cotidiano a uma vital intervenção cirúrgica; da tarefa menos importante de um estagiário a uma solução complicada exigida de um grupo profissional sênior.
Enfim, em todos os afazeres do homem atual, as novidades tecnológicas estão presentes, preenchendo nossas necessidades - algumas que nem conhecíamos - e facilitando-nos a vida.
Computador pessoal, notebook, palm top, discos de memória, telefone celular, GPS e essa infinidade de periféricos do ramo! Como se viveria nos dias de hoje sem isso tudo? Por outro lado, como viver com isso tudo, tirando o proveito que nos tem a oferecer? Ter o mundo virtual nas mãos é, metaforicamente, viajar com Nivaldo Cleto neste seu ágil livro, que dosa teoria e prática na medica certa, dá conta da primeira à última página de cada ponto da lição que planejou transmitir.
É um guia valioso, indispensável mesmo para quem tem no notebook e no PC instrumentos permanentes de trabalho e gosta de acompanhar os avanços do mundo virtual."

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Situação da EFD nos Estados

José Adriano Pinto mantém um grupo sobre o SPED no Yahoo Groups bastante ativo e atual. Semana passada ele publicou a seguinte nota sobre a EFD:


"Olá pessoal, Nesta semana realizei alguns contatos com coordenadores dos projetos pilotos e Secretarias de Fazenda, e segue abaixo um resumo das informações que consegui:

AL (Alagoas)
A Sefaz está planejando o Piloto. Provavelmente, chamarão algumas empresas para uma conversa inicial até dia 18/07.

AM (Amazonas)
A Sefaz informa que ao longo do próximo mês devem ter uma posição mais consolidada a respeito das ações e prazos a serem seguidos daqui para diante.

CE (Ceará)
1) A previsão de início do projeto piloto é para agosto de 2008 quando a Sefaz espera receber arquivos de teste referente Julho/08
2) A Sefaz irá divulgar os contribuintes obrigados a partir de Janeiro/09, através de uma norma jurídica.

GO (Goiás)
1) A previsão de início do projeto piloto é para o final de julho de 2008 com algumas empresas selecionadas pela Sefaz. Nesse primeiro momento o contato está sendo feito diretamente com algumas empresas selecionadas, mas a Sefaz está verificando a possibilidade de abrir para qualquer empresa participar;
2) As empresas que tiverem interesse em participar do projeto piloto deste Estado, devem entrar em contato com a Sefaz pelo telefone (62) 3269-2444 ou pelo email carlos-gc@..., informando seus dados (Inscrição Estadual, CNPJ, Razão Social e o resposável Técnico pela mesma) para que possam avaliar a possibilidade de participar do piloto.

MG (Minas Gerais)
1) Aproximadamente 8 (oito) empresas já estão trabalhando no projeto piloto. As empresas participantes do Projeto estão listadas em http://www5.fazenda.mg.gov.br/spedfiscal/parceiras.htm
2) O acompanhamento do Projeto Piloto pode ser feito pelo Portal: http://www5.fazenda.mg.gov.br/spedfiscal/
3) A Sefaz está aguardando a divulgação da última versão do validador (que deveria estar disponível nesta semana) para repassá-lo aos contribuintes participantes do Projeto Piloto. A expectativa é que os arquivos de Julho sejam entregues no início de Agosto.

MS (Mato Grosso do Sul)
A Sefaz está fechando a lista de empresas que estariam obrigadas a entrega da EFD a partir de 1 de janeiro de 2009, para que o convite seja feito. A intenção é iniciar o piloto em agosto, dependendo apenas de alguns detalhes.

PB (Paraíba)
1) Aproximadamente 5 (cinco) empresas já estão trabalhando no projeto piloto.
2) As empresas que tiverem interesse em participar do projeto piloto deste Estado, devem entrar em contato com a Sefaz pelos telefones (83) 3218-4667 ou (83) 3218-4270 ou e-mail eliane@....

PI (Piauí)
1) A previsão de início do projeto piloto é para agosto de 2008;
2) As empresas que tiverem interesse em participar do projeto piloto deste Estado, devem entrar em contato com a Sefaz pelo email luizantonio@....

RJ (Rio de Janeiro)
1) Aproximadamente 20 (vinte) empresas já foram convidadas para participar do projeto piloto, inclusive receberam um formulário de cadastro.
2) As empresas que tiverem interesse em participar do projeto piloto deste Estado, devem entrar em contato com a Sefaz pelo e-mail spedrj@..., solicitando sua inclusão.

SP (São Paulo)
1) 29 (vinte e nove) empresas foram inscritas no projeto piloto.
2) Os estabelecimentos indicados por estas empresas foram informados à Receita Federal do Brasil (RFB), de modo a viabilizar a recepção de seus arquivos do SPEDFiscal;
3) A versão do Programa Validador e Assinador – PVA (superior a 2.0.46), a ser utilizada na transmissão dos arquivos do projeto piloto, será disponibilizada na próxima semana, no sitio do SPED (http://www1.receita.fazenda.gov.br/Sped/download.aspx);
4) O Guia do Usuário, estará nos dia 07 e 08/Julho/08 na fase final de revisão;
5) O ambiente do Servidor SpedFiscal (que irá receber e replicar os arquivos) deverá ser testado nos dias 17 e 18 de julho em Belo Horizonte;
6) A previsão é de que no máximo até o dia 25 de julho os contribuintes possam transmitir os seus arquivos do projeto piloto;7) Durante o período de teste os arquivos de junho/08 poderão ser enviados em julho e Agosto/08.

TO (Tocantins)
1) A Sefaz está no projeto piloto do SPED Fiscal que se inicia a partir do fato gerador de junho e permanecerá até dezembro de 2008. Durante o piloto a participação será opcional e foi disponibilizado formulário para cadastramento dos interessados em participar do Piloto, que segue anexo. Após o cadastramento a Sefaz informará a Receita Federal os contribuintes optantes para providencias de transmissão dos arquivos com certificação digital. A Receita Federal está disponibilizando aplicativo para digitação que atende a pequenas empresas, que poderá ser disponibilizado para testes durante o piloto aos estabelecimentos previamente cadastrados nesta Sefaz que manifestarem interesse por utilizar o aplicativo do SERPRO.
2) A obrigatoriedade se dará a partir de fatos geradores do ICMS de janeiro de 2009 para os estabelecimentos que possuem emissão ou escrituração de documentos fiscais por meio de sistema eletronico de dados.


Resumindo... A maior parte das Secretarias entende que no momento poucas empresas estão participando dos Projetos Pilotos. Infelizmente as empresas não entenderam a vantagem de participar de um Projeto com total apoio da Secretaria da Fazenda, com reuniões e esclarecimentos de dúvidas. Em Janeiro, o Universo de contribuintes obrigados à EFD será muito grande. Quanto a prorrogações, as possibilidades continuam remotas, mas não totalmente descartadas, pois pode ocorrer obrigatoriedade inicial em alguns Estados apenas para algumas empresas ou segmentos, por exemplo. Haverá uma reunião em Brasília no dia 10/07 (próxima quinta-feira) com participação das Secretarias de Fazendas e empresas (contribuintes e software houses) participantes e/ou interessadas em participar de projetos pilotos pelos Estados, onde deveremos ter novidades e informações dos demais Estados.


Abraços e obrigado.
José Adriano Pinto

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Aspectos Jurídicos do SPED

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Palestra realizada no seminário “Impactos do Sistema Público de Escrituração Digital”, 2a Edição - 2008.


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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Big Brother Fiscal na Era do Conhecimento

"O bom livro é o que dá satisfação ao leitor em ler o mesmo. Embora a satisfação seja algo subjetivo existem padrões que caracterizam a mesma. Clareza, objetividade, realidade quanto aos dados, forma didática atrativa, associação de idéias face a fatos novos, são alguns dos principais elementos que caracterizam uma obra que preenche o que a maioria deseja. Assim é este livro de Roberto Dias Duarte."
Prof. Dr. Antônio Lopes de Sá

Peça o seu pelo e-mail: livro@ideasatwork.com.br


Esse livro aborda como as tecnologias da informação estão atuando de forma a impulsionar de forma avassaladora o Brasil rumo à Sociedade do Conhecimento.

Nota Fiscal Eletrônica, Escrituração Contábil Digital e Escrituração Fiscal Digital formam o núcleo do SPED - Sistema Público de Escrituração Digital. Esse Big Brother Fiscal, na realidade, é a utilização por parte das autoridades fiscais das ferramentas tecnológicas que suportam a Inteligência Fiscal Brasileira. Há muitos anos, profissionais extremamente competentes vêm planejando a inserção das entidades fiscais no contexto da Sociedade do Conhecimento, com objetivo de aumentar absurdamente a eficiência fiscalizatória em nosso país. A fórmula mágica: muita tecnologia e muita capacitação de pessoas. Esse movimento acelera a adoção da mesma "fórmula mágica" por parte do setor empresarial. Pequenas ou grandes organizações encontram-se em um dilema: encarar (de verdade) os valores e princípios da Era do Conhecimento ou irem para o paredão.

Mais informações...

"Este livro detalha o impacto da adoção da Tecnologia da Informação por parte dos órgãos de arrecadação e fiscalização do governo na vida das empresas: o novo nível de rigor imposto às empresas exige uma nova postura na gestão empresarial. Leia o livro e saiba por quê."
Roberto C. Mayer
Diretor-presidente da MBI e Presidente da Assespro SP

"Roberto consegue neste livro, com muita competência, nos sintonizar com as mudanças sócio-culturais que vivemos, ao mesmo tempo em que esclarece, discorre e opina com muita propriedade sobre tecnologias amparadas com âmbito jurídico, em especial a certificação digital. Somente um administrador de empresas, com a experiência de mercado e também da sala de aula, poderia alcançar esta meta."
André Lemos
Sócio Diretor da Techcert Tecnologia em Certificação Ltda

"Um livro que discute sobre as inovações tecnológicas integradas com o desenvolvimento social de forma abrangente e transparente. Uma excelente oportunidade de adentrar nessa realidade por uma vertente que descreve suas implicações para as organizações e para os profissionais da atualidade. "
Sérgio Dias
Conselheiro do CRC-MG


Peça o seu pelo e-mail:
livro@ideasatwork.com.br

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Como a Mastermaq se preparou para o SPED


Em minhas palestras pelo Brasil, muita gente me pergunta como a Mastermaq está se preparando para os impactos do SPED. Abaixo, segue minha resposta.

"O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) é a maior transformação tributária da história do Brasil. Basicamente formado pela Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), Escrituração Contábil Digital (ECD) e Escrituração Fiscal Digital (EFD).

A mudança está muito além de uma simples transferência de entrega de informações fiscais do meio “papel” para um meio digital. O conjunto de dados que o contribuinte deve informar às autoridades fiscais deve possuir integridade e coerência entre si. Ou seja, na EFD e na ECD, cada operação é detalhada relacionando-se com documentos fiscais, inclusive a NF-e, que deram origem a tal operação.

O SPED transcende as fronteiras da empresa contribuinte. As autoridades fiscais terão meios de rastrear a circulação de mercadorias por toda a cadeia produtiva, do produtor rural ao lojista, graças a instrumentos como o código padronizado de produtos e livros de controle da produção.

Enfim, o conhecimento sobre as informações fiscais, contábeis e gerenciais são fundamentais para o empresário e seu contador. Pois elas serão importantes, não somente para um bom planejamento tributário e auditoria, mas principalmente para acompanhamento do resultado de empreendimento.
Nesse sentido, a Mastermaq Softwares vem se preparando para o que muitos acreditam ser o maior desafio empresarial para os pequenos empreendimentos na historia do Brasil. Vejamos:

Um breve histórico:

2002 – inicio do projeto NG tendo como premissas: facilidade de uso, baixo custo de operação, inteligência fiscal e, em especial, ampla capacidade de obtenção e manipulação de informações. O NG prevê ainda a integração natural entre os departamentos operacionais (vendas, estoque, financeiro, faturamento) e contábeis/fiscais (sejam eles executados por escritórios de serviços contábeis ou internamente).

2004 – a Mastermaq entra no mundo da Certificação Digital através de inclusão desse requisito no projeto NG, da realização de palestras em todo o Brasil sobre o tema e da realização de parcerias com André Lemos e Certsign.

2005 – inicio da parceria com a Mastersaf, a empresa que atende 18 das 20 empresas participantes do projeto piloto do SPED.

2006 – O diretor da Mastermaq, Roberto Dias Duarte, começa um ciclo de palestras sobre o SPED, levando o assunto para contabilistas e empresários em todo o Brasil.

2007 – Duarte cria um blog para tratar de temas relacionados ao SPED: http://www.robertodiasduarte.com.br/

2008 - A Mastermaq se engaja no Grupo Nacional de Massificação da Certificação Digital, Participam do Grupo entidades como: SEBRAE, RFB, CFC, FENACON, SERASA, ITI, CERTISIGN, SERPRO, IMESP, Correios, Banco do Brasil, CEF, Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, FEBRABAN, DNRC, CNM, MPOG, Centro de Estudos e Distribuição de Títulos e Documentos (CDT), Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do DF, SESCAPCE, ACSP, CACB, CDT, ABRASF.
- Primeiros testes nos sistemas da Mastermaq gerando NF-e, ECD e EFD.
- Lançamento do Livro Big Brother Fiscal na Era do Conhecimento, de Roberto Dias Duarte, onde o autor procura explicar em linguagem bastante acessível, os impactos do SPED para pequenas empresas e escritórios contábeis.

Como resultado desses anos de trabalho temos:

a) Conhecimento, experiência e cultura para atuação no mundo pós SPED;
b) Relacionamento estreito com autoridades fiscais e empresas participantes do projeto piloto do SPED;
c) Sistemas contábeis preparados para registrar e gerar o arquivo da ECD;
d) Sistemas fiscais preparados para registrar e gerar o arquivo da EFD;
e) Sistemas de faturamento preparados para gerar NF-e e integrado a um Portal comunicação com SEFAZ, clientes e contadores;
f) Sistemas de gestão preparados para receber a NF-e como documento eletrônico de apoio logístico."